A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) trouxe importantes diretrizes para a Educação Infantil, reforçando o papel da escola no desenvolvimento integral das crianças desde os primeiros anos de vida.
Entre os cinco campos de experiências propostos pela BNCC, o campo “Traços, Sons, Cores e Formas” destaca-se por valorizar a expressão, a criatividade e a sensibilidade das crianças por meio das diferentes linguagens artísticas.
Na Educação Infantil, aprender não está separado do brincar, do experimentar e do sentir. Nesse contexto, o campo “Traços, Sons, Cores e Formas” propõe experiências que envolvem artes visuais, música, movimento e exploração de diferentes materiais, permitindo que a criança se expresse de maneira livre e significativa. Mais do que produzir algo “bonito”, o foco está no processo, na descoberta e na vivência.
Desde bebês até crianças pequenas e bem pequenas, o contato com cores, sons e formas contribui para o desenvolvimento sensorial, motor, cognitivo e emocional.
Ao rabiscar com giz de cera, pintar com os dedos, ouvir diferentes sons ou explorar instrumentos musicais, a criança desenvolve coordenação motora, percepção auditiva, atenção e imaginação.
Essas experiências também favorecem a construção da identidade e da autoestima, pois a criança percebe que suas produções são valorizadas.
A BNCC orienta que as práticas pedagógicas nesse campo devem garantir oportunidades para que as crianças experimentem, criem, observem e apreciem diversas manifestações artísticas.
Isso inclui o contato com diferentes texturas, materiais recicláveis, tintas, argila, papéis variados, além de músicas, sons do ambiente, cantigas, ritmos e movimentos corporais. Tudo isso amplia o repertório cultural da criança e estimula sua curiosidade natural.
Outro ponto importante é o respeito ao ritmo e às singularidades de cada criança. Não se espera que todas desenhem da mesma forma ou reconheçam cores e formas ao mesmo tempo.
A BNCC reforça que o professor deve atuar como mediador, incentivando, observando e propondo desafios adequados à faixa etária, sem impor modelos prontos ou limitar a criatividade infantil.
No campo “Traços, Sons, Cores e Formas”, a interação também tem papel fundamental. Ao compartilhar materiais, observar o trabalho dos colegas e participar de atividades coletivas, as crianças aprendem a se expressar, a ouvir o outro e a conviver com diferentes formas de criação. Essas vivências fortalecem habilidades sociais importantes, como cooperação, respeito e empatia.
Além disso, esse campo de experiências dialoga com os demais campos da BNCC, promovendo uma aprendizagem integrada. Ao cantar uma música, por exemplo, a criança trabalha linguagem, movimento, emoções e interação social ao mesmo tempo.
Ao explorar formas geométricas em atividades artísticas, ela também desenvolve noções matemáticas de maneira lúdica e contextualizada.
Portanto, trabalhar “Traços, Sons, Cores e Formas” na Educação Infantil vai muito além das atividades artísticas tradicionais. Trata-se de oferecer às crianças experiências ricas, significativas e intencionais, que respeitem a infância e contribuam para a formação de sujeitos criativos, sensíveis e curiosos.
A BNCC nos convida a olhar para a criança como protagonista do seu processo de aprendizagem, capaz de se expressar e compreender o mundo por meio das múltiplas linguagens que esse campo de experiências proporciona.
Espero que tenha gostado do nosso estudo de hoje! Abraços e até a próxima!😉