sábado, 31 de janeiro de 2026

BNCC Na Educação Infantil: Corpo, Gestos E Movimentos!

 


   A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) trouxe importantes avanços para a Educação Infantil ao reconhecer a criança como sujeito ativo do seu processo de aprendizagem.

 Entre os cinco Campos de Experiência propostos pelo documento, o campo “Corpo, Gestos e Movimentos” ocupa um lugar de destaque, pois valoriza o corpo como forma essencial de expressão, comunicação e construção do conhecimento desde os primeiros anos de vida.

   Na Educação Infantil, o corpo é a principal ferramenta de interação da criança com o mundo. Antes mesmo do domínio da linguagem oral e escrita, é por meio dos gestos, dos movimentos e das expressões corporais que ela explora espaços, estabelece relações, manifesta emoções e constrói significados.

  A BNCC reconhece essa dimensão e propõe práticas pedagógicas que ampliem as possibilidades corporais das crianças, respeitando seu ritmo e suas singularidades.

   O campo “Corpo, Gestos e Movimentos” tem como objetivo promover experiências que favoreçam o desenvolvimento da coordenação motora ampla e fina, do equilíbrio, da lateralidade, da percepção espacial e temporal, além do cuidado com o próprio corpo. 

  Essas aprendizagens não acontecem de forma isolada, mas integradas às brincadeiras, aos jogos, às danças, às músicas e às explorações do cotidiano escolar.

   Brincar, nesse contexto, é fundamental. As brincadeiras tradicionais, como correr, pular, rolar, dançar, imitar animais ou personagens, permitem que as crianças experimentem diferentes formas de movimento e ampliem sua consciência corporal. 

 Ao brincar, a criança aprende a lidar com limites, regras, desafios e também com o outro, desenvolvendo aspectos sociais e emocionais de maneira natural e prazerosa.

  Outro ponto central da BNCC é o incentivo à expressão corporal. Por meio de gestos, mímicas, danças e dramatizações, as crianças comunicam sentimentos, ideias e percepções sobre o mundo. 

   Essas práticas fortalecem a autoestima, a criatividade e a autonomia, além de contribuírem para a construção da identidade e do respeito à diversidade, já que cada corpo se movimenta e se expressa de maneira única.

   O papel do educador é essencial nesse processo. Cabe ao professor organizar espaços seguros, acolhedores e desafiadores, propor experiências significativas e observar atentamente as crianças, valorizando suas conquistas e incentivando novas descobertas. 

   Mais do que ensinar movimentos prontos, o educador deve criar oportunidades para que as crianças explorem, experimentem e inventem seus próprios gestos e formas de se movimentar.

   É importante destacar que o campo “Corpo, Gestos e Movimentos” também contribui para aprendizagens que serão fundamentais nas etapas posteriores da educação, como a escrita.

    O desenvolvimento da coordenação motora fina, por exemplo, está diretamente relacionado ao uso de materiais como lápis, pincéis e tesouras, enquanto a percepção espacial auxilia na organização do pensamento e na compreensão de símbolos.

   Portanto, ao valorizar o corpo como linguagem e meio de aprendizagem, a BNCC reforça uma concepção de Educação Infantil que respeita a infância em sua totalidade. 

   Investir em práticas que envolvam corpo, gestos e movimentos é garantir às crianças experiências ricas, significativas e coerentes com suas necessidades, promovendo um desenvolvimento integral, saudável e cheio de possibilidades.

   Espero que você tenha gostado do nosso estudo de hoje! Abraços e até a próxima!😉

   


domingo, 25 de janeiro de 2026

BNCC Na Educação Infantil: O Eu, O Outro E O Nós!

 


   A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) representa um importante marco para a educação brasileira, pois orienta o que todas as crianças têm o direito de aprender ao longo da Educação Básica. Na Educação Infantil, a BNCC valoriza o desenvolvimento integral da criança, considerando aspectos físicos, emocionais, sociais e cognitivos. 

  Dentro desse contexto, o campo de experiência “O Eu, o Outro e o Nós” assume um papel fundamental na construção da identidade e das relações sociais desde a primeira infância.

  Esse campo de experiência tem como foco principal ajudar a criança a compreender quem ela é, reconhecer o outro e aprender a conviver em grupo. 

  Desde muito cedo, as crianças começam a se perceber como indivíduos únicos, com características próprias, ao mesmo tempo em que passam a interagir com outras crianças e adultos.

  A escola, nesse sentido, torna-se um espaço privilegiado para vivenciar experiências de socialização, respeito e cooperação.

   Ao trabalhar o “Eu”, a Educação Infantil estimula o autoconhecimento. As crianças são incentivadas a reconhecer seu nome, sua história, suas preferências, emoções e limites.

  Atividades simples, como brincadeiras de apresentação, rodas de conversa, identificação das próprias emoções e exploração do corpo, contribuem para o fortalecimento da autoestima e da autonomia. Esse processo é essencial para que a criança se sinta segura e confiante em seus espaços de convivência.

   Já o “Outro” envolve o reconhecimento das diferenças. A convivência com colegas e adultos possibilita que a criança perceba que nem todos pensam, agem ou sentem da mesma forma.

   Nesse campo, a BNCC enfatiza a importância do respeito à diversidade cultural, social, física e emocional. Situações do cotidiano escolar, como compartilhar brinquedos, esperar a vez, ouvir o colega e resolver pequenos conflitos, tornam-se oportunidades riquíssimas de aprendizagem social e emocional.

   O conceito do “Nós” amplia ainda mais essa vivência, pois leva a criança a compreender que faz parte de um grupo. A construção de regras coletivas, a participação em jogos cooperativos e o envolvimento em projetos em grupo ajudam a desenvolver o senso de pertencimento e responsabilidade coletiva.

 A criança aprende que suas atitudes impactam o grupo e que o bem-estar coletivo depende da colaboração de todos.

 A BNCC destaca que essas aprendizagens acontecem principalmente por meio das interações e brincadeiras, que são os eixos estruturantes da Educação Infantil. 

  Brincar não é apenas uma forma de entretenimento, mas um poderoso instrumento de desenvolvimento social. Nas brincadeiras, as crianças experimentam papéis, expressam sentimentos, negociam regras e constroem vínculos afetivos.

  O papel do educador é fundamental nesse processo. Cabe ao professor criar um ambiente acolhedor, seguro e desafiador, mediando as interações e valorizando cada criança em sua singularidade. 

  A escuta sensível, o diálogo e o exemplo são estratégias essenciais para promover relações baseadas no respeito, na empatia e na solidariedade.

  Em resumo, o campo de experiência “O Eu, o Outro e o Nós” contribui de forma significativa para a formação de crianças mais conscientes, empáticas e preparadas para viver em sociedade. 

 Ao investir no desenvolvimento das relações interpessoais desde a infância, a Educação Infantil cumpre seu papel de formar cidadãos críticos, respeitosos e capazes de conviver com as diferenças, fortalecendo assim os pilares de uma sociedade mais justa e humana.

 Espero que tenha gostado do nosso estudo de hoje. Abraços e até a próxima!😉


sábado, 10 de janeiro de 2026

BNCC Na Educação Infantil: Educar, Cuidar E Brincar

 


   A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) representa um marco importante para a Educação Infantil no Brasil, ao reconhecer a criança como sujeito de direitos, protagonista de seu desenvolvimento e centro do processo educativo. 

  Nessa etapa da educação básica, a BNCC organiza o trabalho pedagógico a partir de três pilares indissociáveis: educar, cuidar e brincar, compreendidos não como ações separadas, mas como dimensões integradas que garantem o desenvolvimento integral das crianças de zero a cinco anos.

   Educar, na perspectiva da BNCC, vai muito além da transmissão de conteúdos. Trata-se de criar situações de aprendizagem significativas, que respeitem as características, os tempos e as experiências das crianças.

  A Educação Infantil não tem como objetivo antecipar conteúdos do Ensino Fundamental, mas sim promover vivências que estimulem a curiosidade, a criatividade, a expressão e a construção de conhecimentos a partir das interações e das brincadeiras.

 A BNCC propõe cinco Campos de Experiência, que organizam o currículo de forma integrada e contextualizada, valorizando aquilo que a criança vive, sente, pensa e expressa no cotidiano.

   O cuidar, por sua vez, é entendido como parte essencial do processo educativo. Na Educação Infantil, cuidar não se limita aos aspectos físicos, como alimentação, higiene e descanso, mas envolve também o cuidado emocional, social e afetivo. 

  A BNCC reforça que os momentos de cuidado são oportunidades privilegiadas de aprendizagem, interação e vínculo. Ao trocar uma fralda, organizar o lanche ou acolher uma criança, o educador ensina valores, promove autonomia, fortalece a confiança e contribui para a construção da identidade infantil. Educar e cuidar, portanto, acontecem simultaneamente e se complementam.

  Já o brincar ocupa um lugar central na BNCC e é reconhecido como o principal meio pelo qual a criança aprende e se desenvolve. 

  Brincar é uma linguagem própria da infância, por meio da qual a criança explora o mundo, experimenta papéis sociais, expressa emoções, resolve conflitos e constrói conhecimentos. 

  A BNCC assegura o direito de brincar diariamente, em diferentes tempos, espaços e com diversos materiais, tanto em brincadeiras livres quanto orientadas. 

  O brincar não é apenas um momento de recreação, mas uma prática pedagógica intencional, planejada e observada pelo educador.

   A integração entre educar, cuidar e brincar exige do professor uma postura reflexiva e sensível às necessidades das crianças. 

  O planejamento pedagógico deve considerar o contexto sociocultural, as experiências prévias e os interesses do grupo, garantindo situações que promovam interações ricas e aprendizagens significativas.

 Nesse sentido, o papel do educador é o de mediador, observador e organizador de ambientes acolhedores, desafiadores e seguros, que favoreçam o desenvolvimento integral.

  Além disso, a BNCC reforça a importância da parceria entre a instituição de Educação Infantil e a família. 

 O diálogo constante, o respeito às diferentes realidades e a valorização das experiências familiares contribuem para um trabalho mais coerente e significativo, fortalecendo o desenvolvimento da criança.

 Em síntese, a BNCC na Educação Infantil reafirma que educar, cuidar e brincar são ações inseparáveis e fundamentais para garantir os direitos de aprendizagem e desenvolvimento das crianças.

 Ao valorizar a infância em sua totalidade, a BNCC contribui para uma prática pedagógica mais humana, inclusiva e significativa, promovendo o desenvolvimento de crianças mais autônomas, curiosas, confiantes e felizes.

 Espero que tenha gostado do nosso estudo de hoje. Abraços e até a próxima!😉

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Como As Creches E As Pré-escolas Sugiram No Brasil


 

   A história das creches e pré-escolas no Brasil está diretamente ligada às transformações sociais, econômicas e culturais do país. 

  De acordo com a Coleção Proinfância, do Ministério da Educação (MEC), compreender esse percurso é essencial para reconhecer a Educação Infantil como um direito da criança e um dever do Estado, superando visões assistencialistas que marcaram seu surgimento.

   No Brasil, as primeiras instituições voltadas ao atendimento de crianças pequenas surgiram no final do século XIX e início do século XX. 

  Nesse período, as creches tinham um caráter predominantemente assistencial, voltado ao cuidado dos filhos de mulheres pobres que precisavam trabalhar, especialmente nas áreas urbanas em processo de industrialização. O foco estava mais na guarda, higiene e alimentação das crianças do que em propostas educativas.

   As pré-escolas, por sua vez, surgiram com uma finalidade distinta. Influenciadas por modelos europeus, como os jardins de infância, tinham como objetivo preparar as crianças para o ingresso no ensino primário. 

   Esse atendimento era, em geral, destinado às crianças das classes sociais mais favorecidas, reforçando desigualdades no acesso à educação desde a primeira infância.

   Segundo a Coleção Proinfância, durante muito tempo houve uma separação entre cuidar e educar, o que resultou em práticas fragmentadas. Enquanto as creches cuidavam do corpo, as pré-escolas se ocupavam da aprendizagem formal, desconsiderando o desenvolvimento integral da criança.

   Essa divisão começou a ser questionada a partir da segunda metade do século XX, com o avanço de estudos sobre a infância e o desenvolvimento infantil.

  Um marco importante na mudança dessa concepção foi a Constituição Federal de 1988, que reconheceu a Educação Infantil como um direito de todas as crianças de zero a seis anos e um dever do Estado. 

   Posteriormente, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB nº 9.394/1996) consolidou a Educação Infantil como a primeira etapa da Educação Básica, integrando creches e pré-escolas ao sistema educacional.

   A partir desse reconhecimento legal, o papel das instituições de Educação Infantil passou por uma profunda transformação. 

  Conforme orienta o Proinfância, creches e pré-escolas deixam de ser apenas espaços de assistência para se tornarem ambientes educativos, que promovem o desenvolvimento físico, emocional, social, cultural e cognitivo das crianças.

   A Coleção Proinfância, criada pelo MEC, surge justamente para apoiar os municípios na construção e organização desses espaços, tanto do ponto de vista arquitetônico quanto pedagógico. 

  Ela reafirma a indissociabilidade entre cuidar e educar, defendendo práticas baseadas nas interações, nas brincadeiras e no respeito às especificidades da infância.

   Outro aspecto destacado é a valorização da criança como sujeito histórico e de direitos, que participa ativamente das experiências vividas na creche e na pré-escola.

  Assim, essas instituições passam a ser compreendidas como espaços coletivos de convivência, aprendizagem e construção de cidadania desde a infância.

   Ao longo do tempo, a expansão das creches e pré-escolas no Brasil também esteve relacionada às lutas sociais, especialmente dos movimentos de mulheres e de educadores, que reivindicaram o acesso à educação infantil de qualidade para todas as crianças.

   Essas conquistas reforçam o entendimento de que a Educação Infantil não é um favor, mas um direito fundamental.

  Portanto, compreender como surgiram as creches e pré-escolas no Brasil, à luz da Coleção Proinfância do MEC, é reconhecer um percurso marcado por desafios, avanços e conquistas. 

 Hoje, essas instituições representam um compromisso com o desenvolvimento integral da criança e com a construção de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva, que começa a se formar desde os primeiros anos de vida.

  Espero que tenha gostado do nosso estudo de hoje. Abraços e até a próxima!😉

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Criança Cidadã


   Falar em criança cidadã é reconhecer a criança como sujeito de direitos, protagonista de sua história e participante ativa da vida social desde a primeira infância.

   Esse entendimento está no centro das concepções defendidas pela Coleção Proinfância, do Ministério da Educação (MEC), que orienta as práticas pedagógicas na Educação Infantil pública brasileira, valorizando o desenvolvimento integral, a escuta sensível e a participação das crianças nos diferentes contextos educativos.

   A ideia de cidadania, quando aplicada à infância, vai além de preparar a criança para o futuro. Trata-se de garantir que ela viva plenamente sua condição de cidadã no presente, exercendo direitos, expressando opiniões, construindo vínculos e aprendendo a conviver com o outro. 

  Segundo os princípios do Proinfância, a criança não é um “vir a ser”, mas um ser humano completo, com saberes, culturas, sentimentos e formas próprias de compreender o mundo.

   Nesse sentido, a Educação Infantil assume um papel fundamental na formação cidadã. As instituições de educação infantil — creches e pré-escolas — são espaços coletivos onde as crianças aprendem a compartilhar, dialogar, respeitar diferenças e participar de decisões cotidianas.

  Desde escolhas simples, como brincadeiras e materiais, até a construção de regras de convivência, a criança é incentivada a participar ativamente do ambiente em que vive.

 A Coleção Proinfância destaca que a prática pedagógica deve estar baseada em interações e brincadeiras, e é justamente nesses momentos que a cidadania se constrói.

  Ao brincar, a criança experimenta papéis sociais, resolve conflitos, negocia regras e expressa emoções. Essas experiências fortalecem a autonomia, a empatia e o senso de pertencimento — valores essenciais para a formação de cidadãos conscientes e solidários.

 Outro aspecto central é o respeito à diversidade. A criança cidadã é aquela que aprende, desde cedo, que o mundo é plural. 

  As orientações do MEC reforçam a importância de valorizar as diferentes culturas, histórias familiares, identidades étnico-raciais, de gênero e modos de viver. Quando a escola reconhece e acolhe essas diferenças, contribui para a construção de uma sociedade mais justa e democrática.

  A escuta da criança também é um princípio fundamental. Considerar suas falas, gestos, curiosidades e hipóteses sobre o mundo é uma forma concreta de exercício da cidadania. 

 O educador, nesse contexto, atua como mediador, criando oportunidades para que as crianças se expressem e participem, sem impor respostas prontas, mas estimulando o pensamento crítico e a curiosidade.

   Além disso, o Proinfância reforça que o cuidado e a educação são indissociáveis. Garantir alimentação adequada, segurança, afeto e bem-estar também é um ato de cidadania. 

  Quando a criança se sente protegida e respeitada, ela desenvolve confiança para explorar o mundo e se relacionar com os outros de forma saudável.

  Formar a criança cidadã é, portanto, um compromisso coletivo que envolve educadores, famílias, gestores e políticas públicas. 

   A Coleção Proinfância nos lembra que investir na infância é investir na democracia, pois crianças que vivem experiências de participação, respeito e diálogo tendem a se tornar adultos mais conscientes de seus direitos e deveres.

  Reconhecer a criança como cidadã é garantir que ela tenha voz, vez e espaço para ser quem é — hoje. É na infância que se constroem as bases de uma sociedade mais humana, inclusiva e democrática. 

  Espero que tenha gostado do nosso estudo de hoje. Abraços e até a próxima!😉

domingo, 21 de dezembro de 2025

Os Sentidos Da Educação Infantil No Brasil Contemporâneo


 

   A Educação Infantil ocupa, no Brasil contemporâneo, um lugar central na construção de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva. Reconhecida como a primeira etapa da Educação Básica, ela deixou de ser vista apenas como um espaço de cuidado para assumir, de forma definitiva, seu caráter educativo. 

   Nesse contexto, o Programa de Formação Inicial para Professores em Exercício na Educação Infantil (ProInfantil), desenvolvido pelo Ministério da Educação (MEC), contribuiu significativamente para redefinir os sentidos e as práticas pedagógicas voltadas às crianças de zero a cinco anos.

   O ProInfantil parte do princípio de que educar crianças pequenas envolve compreender suas múltiplas dimensões: física, cognitiva, emocional, social e cultural. 

   Assim, a Educação Infantil contemporânea não se limita à transmissão de conteúdos, mas valoriza as experiências, as interações e as brincadeiras como eixos estruturantes do processo educativo. 

  Esses elementos são entendidos como fundamentais para o desenvolvimento integral da criança, respeitando suas singularidades e seus tempos de aprendizagem.

   Um dos sentidos mais relevantes da Educação Infantil, segundo o ProInfantil, é o reconhecimento da criança como sujeito de direitos. Isso significa compreender a infância como uma fase da vida com valor em si mesma, e não apenas como preparação para o Ensino Fundamental. 

  A criança é vista como ativa, curiosa, criativa e capaz de produzir cultura, participando de forma significativa das experiências propostas no cotidiano das instituições educativas.

  Outro aspecto central diz respeito à indissociabilidade entre educar e cuidar. O programa reforça que o cuidado não é uma ação meramente assistencial, mas um componente pedagógico essencial.

  Alimentação, higiene, descanso e acolhimento emocional são momentos ricos de aprendizagem e de construção de vínculos. Dessa forma, o educador infantil assume um papel mediador, atento às necessidades das crianças e comprometido com práticas que promovam o bem-estar e o desenvolvimento pleno.

  O ProInfantil também destaca a importância do brincar como linguagem fundamental da infância. Por meio das brincadeiras, as crianças exploram o mundo, expressam sentimentos, constroem conhecimentos e desenvolvem habilidades sociais. 

  No Brasil contemporâneo, marcado por profundas desigualdades sociais e culturais, o brincar assume ainda o sentido de garantir o direito à infância, especialmente para aquelas crianças que, muitas vezes, têm esse direito negado em outros espaços sociais.

 Além disso, a Educação Infantil é compreendida como um espaço de construção da identidade e da diversidade. O programa orienta práticas pedagógicas que valorizem as diferentes culturas, saberes, etnias, gêneros e contextos familiares presentes na sociedade brasileira. 

 Ao promover o respeito às diferenças desde a infância, a Educação Infantil contribui para a formação de cidadãos mais conscientes, críticos e solidários.

 No cenário atual, em que desafios como a inclusão, a equidade e a qualidade educacional se tornam cada vez mais urgentes, os sentidos da Educação Infantil reafirmados pelo ProInfantil permanecem extremamente relevantes. 

  A formação dos profissionais que atuam nessa etapa é vista como condição essencial para a garantia de uma educação pública de qualidade, socialmente referenciada e comprometida com o desenvolvimento humano.

  Assim, os sentidos da Educação Infantil no Brasil contemporâneo, à luz do ProInfantil, apontam para uma educação que reconhece a criança como protagonista, valoriza as experiências cotidianas, integra cuidado e educação, respeita a diversidade e contribui para a construção de uma sociedade mais humana e democrática. 

   Investir na Educação Infantil é, portanto, investir no presente e no futuro do país.

   Espero que tenha gostado do nosso estudo de hoje. Abraços e até a próxima!😉

sábado, 13 de dezembro de 2025

Fundamentos Da Educação Infantil - Parte 2

 


   Para que os fundamentos da Educação Infantil sejam plenamente efetivados nas escolas e centros de educação, é indispensável compreender como essa etapa é regulamentada no Brasil e quais são as responsabilidades de cada esfera governamental. 

  A Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB/1996) estabelecem que a Educação Infantil é um direito da criança e um dever do Estado. Entretanto, esse dever é compartilhado entre União, estados e municípios, cada qual com atribuições específicas que sustentam o funcionamento das políticas públicas.

A responsabilidade da União: diretrizes, apoio técnico e financiamento complementar

   O governo federal desempenha um papel estruturante na Educação Infantil ao definir as diretrizes que orientam a organização dos sistemas de ensino em todo o país. Cabe à União elaborar políticas nacionais que garantam o padrão de qualidade, produzir materiais formativos e orientar a implementação curricular.

   Além disso, a União atua por meio de programas que dão suporte aos municípios, como formação de profissionais, construção e reforma de creches e pré-escolas e repasses financeiros via fundos como o Fundeb. 

  Embora a oferta direta de vagas não seja sua atribuição principal, o governo federal é responsável por assegurar condições para que estados e municípios consigam cumprir suas funções, especialmente aqueles com menor capacidade econômica.

 Outro papel importante da União é a produção de documentos orientadores—como diretrizes curriculares, materiais pedagógicos e programas de formação—que ajudam os sistemas municipais a implementar práticas coerentes com os princípios da Educação Infantil. 

  A coleção Pró-Infantil, por exemplo, é parte dessa missão formativa, apoiando profissionais na compreensão dos fundamentos teóricos e práticos que sustentam essa etapa da educação básica.

Responsabilidade dos estados: colaboração, avaliação e suporte técnico

   Os estados têm como uma de suas principais funções orientar e apoiar os municípios na organização de seus sistemas educacionais. Embora a oferta direta de Educação Infantil não seja o foco das redes estaduais (que concentram esforços no ensino fundamental e médio), isso não diminui sua relevância.

Cabe aos estados:

  • Prestar assistência técnica e pedagógica aos municípios, fortalecendo a qualidade da Educação Infantil;

  • Harmonizar políticas regionais, garantindo maior coerência entre os diferentes municípios;

  • Participar de sistemas de avaliação e monitoramento, contribuindo para o acompanhamento da qualidade das instituições;

  • Apoiar a formação continuada dos profissionais que atuam na Educação Infantil, muitas vezes em parceria com universidades e com a própria União.

   Assim, os estados funcionam como elo intermediário entre as diretrizes nacionais e as realidades locais, oferecendo suporte para que os municípios possam cumprir suas responsabilidades.

Responsabilidade dos municípios: oferta direta e gestão da Educação Infantil

   Os municípios são os principais responsáveis pela oferta direta da Educação Infantil, conforme definido pela LDB. Isso significa que cabe ao poder municipal garantir vagas em creches e pré-escolas, planejar políticas educacionais, gerir recursos e assegurar que as instituições funcionem de acordo com as normas sanitárias, pedagógicas e administrativas.

Entre as atribuições municipais estão:

  • Organizar e manter a rede de Educação Infantil, incluindo profissionais, prédios, materiais e transporte quando necessário;

  • Elaborar planos municipais de educação alinhados às diretrizes nacionais e estaduais;

  • Fiscalizar instituições públicas e privadas, garantindo qualidade e cumprimento das normas;

  • Realizar a formação continuada de professores e demais profissionais;

  • Promover a articulação com as famílias e a comunidade, fortalecendo o vínculo entre escola e território.

   Por serem mais próximos da realidade cotidiana das crianças, os municípios desempenham um papel essencial na concretização dos fundamentos da Educação Infantil. São eles que transformam orientações legais em práticas pedagógicas vivas e significativas.

Garantir direitos é compromisso compartilhado

 Compreender como se distribuem as responsabilidades entre União, estados e municípios é fundamental para reconhecer que a Educação Infantil só alcança qualidade quando há cooperação federativa

   Cada esfera contribui de forma complementar para assegurar que todas as crianças brasileiras tenham acesso a um ambiente educativo que respeite seus direitos, proteja sua infância e ofereça condições reais de desenvolvimento integral.

  A regulamentação garante as bases; a prática cotidiana, por sua vez, dá vida aos fundamentos estudados na coleção Pró-Infantil e tantos outros materiais formativos.

  Quando políticas públicas e práticas pedagógicas caminham juntas, a Educação Infantil se fortalece como um espaço de cidadania, aprendizagem e humanização.

   Espero que tenha gostado do nosso estudo de hoje. Abraços e até a próxima.😉

BNCC Na Educação Infantil: Corpo, Gestos E Movimentos!

     A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) trouxe importantes avanços para a Educação Infantil ao reconhecer a criança como sujeito ativo ...