John Dewey (1859–1952) foi um dos pensadores mais influentes do século XX, especialmente no campo da educação. Filósofo, psicólogo e educador norte-americano, Dewey é considerado o pai da educação progressiva — um movimento que transformou profundamente a maneira como se entende o ensino e a aprendizagem.
Sua obra continua relevante até hoje, especialmente em debates sobre metodologias pedagógicas, o papel da escola na sociedade e a importância da experiência no processo educacional.
A Educação como Experiência
Um dos pilares do pensamento de Dewey é a ideia de que a educação deve estar profundamente ligada à experiência. Para ele, aprender não é simplesmente absorver informações passivamente, mas sim um processo ativo de interação com o mundo.
Em sua obra mais conhecida, Democracia e Educação (1916), Dewey argumenta que a escola deve preparar os alunos para a vida em sociedade por meio de experiências significativas e práticas, e não apenas por meio da memorização de conteúdos.
Dewey acreditava que o conhecimento não é algo que pode ser simplesmente transferido de um professor para um aluno. Ao contrário, ele via o processo educativo como uma reconstrução contínua da experiência.
Nesse sentido, o papel do professor é o de facilitador — alguém que guia, provoca e organiza situações de aprendizagem, promovendo a reflexão e o pensamento crítico.
Escola e Sociedade
Outro ponto central na filosofia de Dewey é a relação entre educação e democracia. Ele acreditava que a escola deveria ser um reflexo da sociedade democrática que se quer construir.
Em outras palavras, o ambiente escolar deve cultivar valores como a cooperação, o respeito à diversidade, a liberdade de pensamento e o diálogo. Dewey via a educação como um meio para desenvolver cidadãos críticos e participativos, capazes de contribuir ativamente para a melhoria da sociedade.
Isso se opõe ao modelo tradicional de ensino da época, que era centrado na autoridade do professor e na disciplina rígida. Para Dewey, esse tipo de educação não preparava os alunos para a vida real, pois os mantinha em um papel passivo, sem voz ou participação nas decisões do processo educativo.
Influência e Legado
A influência de Dewey vai muito além dos Estados Unidos. Suas ideias foram adotadas e adaptadas em diversos países, especialmente na América Latina, onde pensadores como Anísio Teixeira e Paulo Freire se inspiraram em seus princípios para repensar a educação em contextos locais.
A chamada "educação progressiva", baseada em Dewey, enfatiza a aprendizagem ativa, a interdisciplinaridade, a resolução de problemas, o trabalho em grupo e o protagonismo do aluno.
Muitos dos princípios defendidos por Dewey estão presentes em metodologias contemporâneas, como a aprendizagem baseada em projetos, a educação maker e o ensino por investigação.
Apesar das críticas que recebeu — especialmente de setores mais conservadores da educação, que viam sua abordagem como permissiva demais —, Dewey deixou um legado sólido e duradouro.
Sua proposta de unir teoria e prática, pensamento e ação, escola e vida, continua a inspirar educadores que buscam tornar a educação mais significativa, humana e transformadora.
Conclusão
John Dewey foi mais do que um teórico da educação: foi um visionário que acreditava no poder transformador do ensino. Sua filosofia educativa é, acima de tudo, um convite à reflexão sobre o papel da escola na formação de indivíduos autônomos, críticos e socialmente engajados.
Em um mundo que ainda enfrenta desafios educacionais profundos, as ideias de Dewey permanecem não apenas atuais, mas essenciais.
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